Esse vídeo é velhinho, mas adoro

10/09/2011

Esse vídeo do Bobby McFerrin (aquele que canta Don't worry, be happy) já tá bem velho em termos de internet. Também, é cada coisa que aparece e se torna viral... Enfim.
Resolvi colocá-lo aqui simplesmente por causa do dom que esse cara tem pra música, o ouvido dele, a maneira como conseguiu, no meio de uma plateia totalmente nerd, extrair melodia e harmonia belas.

Espero que gostem do vídeo...

Beijinho... Lí ♥

como quase ninguém lê isso aqui, lá vai:

preciso desesperadamente de um romance... nem que seja curto, como uma noite de verão. Preciso que alguém diga o quanto me quer ao pé do meu ouvido, me fazendo estremecer. Quero juras de amor mais voláteis que fumaça de cigarro no ar.
Desejo ser admirada, vista, revista, despida com os olhos. Alguém que veja em mim beleza onde eu não vejo mais.
Preciso de beijo, beijos, beijossss... tirar essa sequidão da minha boca, que só tem se aberto pra reclamar e chorar. Quero que alguém venha preencher o vazio de mim, ainda que seja por um minuto.
Depois disso, eu não quero mais nada; quero tudo o que puder ter, porque eu ainda acredito em romances.

Infelizmente, nem sempre querer é ter, nem mesmo poder...

não consigo entender...

26/08/2011

não adianta: as pessoas gostam de brigar. têm um apetite por bater boca que eu vou te contar. as pessoas gostam de travar uma guerra desnecessária, preferem discutir a começar uma conversa... e ainda querem posar de gente civilizada.
não há mais paciência... a convivência se resume a grunhidos... por quê?
eu tento entender a que ponto chegamos, mas é muito complicado. se prega uma coisa, na hora do "vamo vê" não é bem assim.

enfim...

eu odeio injustiças, odeio quando apenas um lado é apreciado. odeio quando não dão voz ao outro, sendo esse errado ou certo na história. 

agora é que me toco: será que eu devia ter feito direito ao invés de letras? 

porque pra mim tudo pode se resolver com diálogo... ainda q muitas vezes isso seja impraticável. o que não custa nada continuar tentando...

só uma pessoa esquisita como eu...

18/08/2011

... se sente feliz quando acerta (ou pelo menos encontra) o resultado de um problema de matemática... é quase um êxtase! desde criança eu sou assim, uma sensação de "I'm on the top of the world".
ah! essa mesma pessoa esquisita às vezes (eu, ó <=) se diverte fazendo problema de matemática... é o tal do "decifra-me ou devoro-te".

ps.: como se vc já não tivesse problemas demais na cabeça pra resolver... bonito!

(ironia consigo mesma: a gente vê por aqui)

quero reclamar...

13/08/2011

sabe? tem dias em que vc fica numa de se afirmar. é, tipo... vc entra no teu quarto, fecha a tua porta, se joga na tua cama e sonha com a melhor vida que pode ter. nessas horas, tudo vai bem; não há cólicas, falta de grana ou qualquer outra coisa que te faça perder a alegria. afinal, como uma espécie de "deus", vc faz e refaz quantas vezes forem necessárias as cenas mais bonitas e açucaradas da tua vida.

mas... vem a hora de levantar, porque na verdade vc tem é muita coisa pra fazer. vc vai pro computador, ou vai lavar, passar, cozinhar, isso quando não tem que sair esbaforida pra rua, porque precisa pagar suas contas.

no fim de semana vc não existe. vc está em casa, vc está na sua. vc novamente entra no teu quarto, fecha a porta e faz de novo tudo o que já está acostumada a fazer.

"mas que droga de vida", vc pensa. com razão. viver tem sido muito doloroso, só não chega a ser insuportável porque vc consegue tirar força pra levantar da cama mais um dia. e essa força vem de onde?

sabe? eu acho que a vida tem sido muito dura comigo. trocando em miúdos, a vida tem sido uma sem-vergonha comigo. não tá nem aí pro que eu sinto, nem pras minhas necessidades, muito menos pra falta de dinheiro.

como eu já disse um ou dois posts atrás, eu não consigo escrever de maneira engraçadinha se meu humor não for esse. não sei pesquisar vídeos legaizinhos no youtube pra fazer um monte de gente rir do meu "refinado" senso de humor.

na verdade, eu me sigo e sigo meu estado de espírito do dia: se tô de boa, faço graça. se me sinto só, fico quieta no meu canto, procurando não perturbar ninguém.

chega épocas do mês em que a solidão bate muitíssimo mais forte à porta. quase esmurrando, devo dizer. tantas coisas que não entendo...

tipo, não entendo porque eu, que sempre fiz o que era certo (não só na minha própria concepção, mas na de todos à volta) tenho que passar por isso, quando tem gente que aprontou deveras, fez e aconteceu e hoje consegue colher louros de vitória.

também não entendo esse mundo doido que a gente vive. talvez nunca entenda. porque tem gente tão legal por aí, mas parece que se esconde, porque eu acho (acho) que sou legal; acontece que só se aproxima de mim gente esquisita, que vem com mais bagagem que eu.

não entendo porque a gente deve sofrer sem parar. assim, deve ter um momento que a gente possa respirar fundo e achar ar. como aconteceu, sendo que o inverso, comigo na 5ª feira passada: eu comecei a ficar tonta e com falta de ar depois de me aborrecer com uma turma minha. achei inclusive que estava com a pressão alta (não estava). era tudo fruto de um emocional descompensado. uma aluna minha perguntou se eu tava com TPM. então eu vivo com essa droga.

eu sei que é muito chato ficar lendo ladainha... aqui não tem nenhuma lição de vida, nem autoajuda, nada que possa ser usado. é apenas um desabafo, porque me deu vontade.

é que falando a gente entrecorta as frases, não consegue organizar o pensamento, chora e mela tudo. pelo menos escrevendo, dá pra assentar essa poeira.

enfim, melhor parar por aqui. até que tá melhorando mesmo o aperto no peito...

...

30/07/2011

E eu só queria que alguém me visse e me chamasse de "minha"... =(

Às vezes eu me vejo...

... santa demais, quando devia ser mais "ousada";
... ridícula, nos pensamentos mais primitivos;
... intelectualoide, quando deveria parecer mais medíocre...
... burra, quando aquela tirada espetacular me escapa;
... romântica, quando devia ser mais racional;
... racionalíssima, mesmo sabendo que isso fere meu coração...
... deprimida, mesmo que o sol esteja brilhando....
... apaixonada, por ninguém;
... cansada, mesmo deitada o dia todo.

Sou um saco de gatos pardos, todos sem pedigree!

Mudanças

15/06/2011

na 2ª passada encontrei uma amiga que me contou algo muito sério seu. um problema que tá vivendo. e eu fiquei com medo.
ela tá afastada do trabalho por causa do estresse. chegou a um ponto que não consegue mais sair de casa pra trabalhar. tem vontade de chorar, de querer sair correndo.
fiquei com medo por mim. sinto a mesma coisa. já conversei com alguns amigos e colegas professores. todos já tentaram me dissuadir de desistir do magistério, afinal a carga horária é pequena comparada com quem tá no serviço 40h/por semana. ah, você faz concurso pro estado e/ou município, depois de 30 anos pode se aposentar com quase o dobro do seu salário... muitas "vantagens".
bem, esclarecendo: sala de aula pode ser mais estressante que enfrentar a fila do INSS ou a do banco em dia de pagamento. 
sala de aula pode tirar a sua criatividade: se você tinha, como eu, o costume de produzir textos de diversos gêneros literários, aí incluindo poesias, contos, cônicas, você pode acabar só escrevendo definições de conteúdo e textos dissertativos, pra ensinar a seus alunos como faz.
sala de aula não é esse dinamismo todo que mostram nas novelinhas e filminhos pra adolescentes, em que os professores são uns santos capazes de transformar a turma mais irritante, bagunceira e complicada da escola em quase nerds.
claro que até existe alguma recompensa; quando você vê aquele aluno seu que não queria fazer nada te mostrando o trabalho pronto, ou a nota da menininha fútil que finalmente escreveu coisa que prestasse. nessas horas você até sorri. mas o custo benefício é muito alto hoje em dia.
eu sou de uma época muito recente, pra falar a verdade. não faz muito tempo que deixei de ser aluna de escola. poxa, eu sempre respeitei meus professores, os que eu amava, fosse por causa da pessoa, fosse por causa da matéria, os que eu não amava, pelos mesmos motivos.
não sou um protótipo de menina-prodígio. eu tirava notas boas e regulares, já fiquei em prova final, repeti (na faculdade), não sou nerd assim. porém se tem uma coisa da qual eu me orgulho é de não ter dado trabalho a nenhum mestre meu, de ficar calculando nota pra passar, de ficar discutindo em conselho de classe... pronde foi essa geração, a minha? me pergunto todo dia.
reparo nos meus alunos: tenho alguns que são esforçados; limitados, mas esforçados. tenho outros excelentes, capazes de voos muito altos. tenho os inteligentes e bagunceiros, que não querem nada (sim, há alunos que não querem nada, pedagogos), e há os que têm dificuldades sérias. estes se subdividem em duas classes: os que querem aprender e os que não.
meus alunos não são nem melhores nem piores que os alunos de outras escolas, tanto públicas quanto particulares. também não penso que terão um futuro brilhante só por ter; terão de se esforçar pra isso. 
os alunos de hoje não são como os alunos da minha geração, nem das passadas, e todos sabemos disso. o que muitos não sabem é como fazer com que esses sejam estimulados a aprender e não fazer os professores ficarem doentes. eu também não sei como fazer isso.
por isso o título desse post: mudanças. tenho pensado todo santo dia em mudar. mudar de carreira, mudar de ares, mudar de vida. não dá pra continuar fazendo algo que me deixa mal, com vontade de chorar e sem ânimo pra mais nada.
voltei a blogar com a intenção de me esvaziar dos pensamentos e me sentir mais leve. isso faz com que eu pense melhor, reflita melhor. ver escrito o que antes era só nuvem é um alento. ainda assim, sinto a necessidade de mudar.
uma amiga minha disse que o meu problema com o magistério é que eu fui, nesse começo de carreira, muito sacrificada. explorada. não concordo; creio que o meu problema com o magistério é não aceitar como ele é conduzido nos tempos de hoje.
fora salário, tempo de descanso, trabalhos que você tem que trazer pra casa e afins, ensinar já não é um prazer pra mim há muito tempo. tornou-se trabalho mesmo. e trabalho cansa.
o professor precisa sim ser valorizado. o professor precisa sim ser amparado. acontece que nem de cima, do governo temos esse apoio, nem de baixo, dos nossos educandos, passando no meio pelos nossos empregadores, privados ou públicos.
ufa, escrevi demais. vou deixar um vídeo que a amiga do início do post mandou pra gente. É pra refletir...

Uma história - Quem era ele?

12/06/2011

 Quem era ele?

Fernando estudou em vários colégios durante sua vida. Filho de militares (ambos, pai e mãe são altos oficiais do Exército), foi várias vezes transferido, tendo passado pouco mais de um ano em cada cidade. Conheceu Manaus, Belo Horizonte, Natal, Curitiba, Cuiabá... a lista era enorme. Essa falta de raízes num lugar só rendeu a ele sérias dificuldades nos estudos. Não conseguia aprender Física, Química, História. Seus pais até tentavam ajudá-lo, contratando professores particulares, porém não era suficiente. Ele precisava do contato permanente com uma escola, com colegas, com o dia a dia acadêmico, justificava a pedagoga da última escola, a de Brasília. Dessa escola ele sim, tinha muitas saudades. E não era pelos colegas que havia feito, até porque não fazia amigos com tanta facilidade. Seu coração acelerava quando se lembrava de Marina. Ah, aquele sorriso, aquele olhar... tudo em Marina fazia Fernando suspirar pelos cantos; sua mãe não entendia, quando chegava do quartel e o pegava escutando música na sala, no escuro, com um meio sorriso nos lábios. Claro que ele não contaria a ela, faria de tudo pra melar o quase relacionamento. Ciumenta como só, queria o filho pra si e mais ninguém. Isso era um dos motivos das maiores discussões dentro de casa.
Filho único sofre, ele pensava. E nessas horas queria ter tido um irmão, que pudesse ajudar a dividir a atenção dos pais.
Passar as tarde com Marina era o seu céu. Com a desculpa dos estudos, ficava na escola depois do horário e se recolhia com ela no pátio interior da academia militar onde estudou. Havia um cantinho sossegado, perto de uma mangueira, com umas mesas de pedra. Era ali que eles perdiam o tempo que tinham olhando um pro outro. Muitas vezes sem nada dizer. O silêncio não pesava; era quase como uma canção. Foi ali também que Fernando deu seu primeiro beijo, um beijo de verdade. Guardava por aquele espaço um enorme carinho.
Marina era um pouco mais baixa que ele, nem gorda, nem magra. Ele dizia que ela ficava linda de farda. Ela ria. Seus cabelos cacheados balançavam delicadamente toda vez que ela os soltava, na hora da saída. Ele esperava ansioso por esse momento, quando veria aquelas ondas deslizando pelas costas da menina. Ficava encantado. Seus colegas não perdiam tempo e começavam a gozação. Ele nem se importava; sabia que de ali a alguns minutos a teria só pra si.
Até que veio o dia da mudança pro Rio, mais uma transferência, a enésima de sua vida. Ele tentava se preparar pra esse dia, mas como era difícil dizer adeus a Marina. Ela compreendia, também era de família militar, sabia que a vida seria assim.
Eles marcaram de se encontrar num local que ninguém poderia incomodar. Foram a um cinema pouco frequentado perto da escola. Ali se comportaram como namorados, de mãos dadas e beijos em público, ainda que este não houvesse. Na hora de se despedir...
- Marina... eu... assim, queria te dizer que...
- Fala, Fê. O que é?
- É que eu... eu queria que você soubesse...
- Que eu soubesse de quê? Assim você me aflige!
- Então tá: eu amo você!
Marina arregalou os olhos, sem acreditar no que ouvia. Nunca a palavra amor foi mencionada entre eles. Tão novos... como podem saber o que é amar?
- Fê, você tá certo do que tá me dizendo?
- Claro que tô, Mari. Não queria ir embora e guardar isso pra mim. Não me faria bem.
- Mas Fê... você tá indo embora! Pode ser que nunca mais a gente se veja...
- Eu sei, minha princesinha.
- Bem, já que você se abriu pra mim, eu também tenho que te falar algo...
- O que é?
- Eu não ia te contar agora. Ia esperar você chegar ao Rio, se organizar.
- Fala, Mari. Agora quem me aflige é você!
- Meu pai vai ter que se transferir pra fora do país... vamos pros Estados Unidos...
- Você ia me contar isso só quando já estivesse lá?
- É, Fê, vê se me entende! Eu queria evitar qualquer tristeza maior entre a gente...
-Ok, Mari. Eu entendo, ainda que não aceite essa tua posição. E ficam quanto tempo por lá? Quatro, cinco anos?
- Não, Fê. Vamos em definitivo. Termino esse semestre aqui em Brasília e em dezembro nos mudamos. Não voltaremos mais pra cá.

Nessa hora Fernando, que não conseguia derramar uma lágrima sequer nem em filme de drama, chorou. Foi um choro doído, quieto, cheio de significado.
Marina também chorou, mais pela tristeza que o outro sentia. Ela já havia se conformado e chorado tudo o que tinha pra chorar quando soube da notícia. Precisava ser forte pelos dois.
Eles se abraçaram, ainda lamentando, e se despediram. Fernando a levou pra casa, cuidando pra que nenhum conhecido os visse. Deu um beijo na testa dela e se foi. No caminho pra casa pôde colocar toda a dor pra fora. Chegou com os olhos vermelhos e inchados. Foi direto pro quarto. Ficou por lá até o dia seguinte, dia da mudança, dia da viagem.
Quando o avião pousou no Galeão, sentiu uma ponta de tristeza, imaginando que não seria feliz na nova casa, na nova escola, na nova vida que levaria. Ele nasceu no Rio, mas nunca havia passado mais que um mês na cidade, de férias. Agora teria que morar ali.
Na busca por uma boa escola, seus pais fizeram questão de colocá-lo no Colégio Militar. Tinha direito à vaga, mesmo fora de prazo. Passada uma semana arrumando sua nova casa, começou a frequentar a escola.
Que dureza! Já chegou com as matérias já dadas, ou seja, teria de se virar pra pegar todo o conteúdo e estudar pras provas, que seriam dali duas semanas.
Na aula de Matemática II a coordenadora do ensino médio apareceu em sua sala, chamando-o pra conversar. Ressabiado, até porque era um procedimento de rotina com alunos transferidos, lá foi ele.
Apresentou-se, bateu continência e entrou na sala, sentando na cadeira que ela lhe apontava.
- Bem, Fernando, você deve saber o porquê eu o chamei aqui.
- Sim, dona Mirtes, eu sei. O procedimento é de praxe.
- Sim, é. Mas tem algo que eu quero acrescentar a esse papo nosso.
- Pode falar.
- Fernando, nós aqui no Rio temos um proceder diferente de outras academias no resto do país quanto ao comportamento dos alunos, o que fazem na escola e fora dela. Por exemplo, é proibido aos alunos homens serem vistos sozinhos acompanhados das alunas, também sozinhas. Você entende o que eu quero dizer?
- Entender, eu entendo, só não entendo o motivo de me dizer isso...
- Entrei em contato com a coordenação acadêmica da escola de Brasília. Contaram que você era constantemente acompanhado por uma colega de classe. Vocês ficavam escondidos num canto afastado do pátio, sabe-se lá fazendo o quê.
- Dona Mirtes, não era bem assim, veja...
- Agora isso não tem mais importância, Fernando. Você não está mais em Brasília, e ao que me parece, nem essa sua namoradinha, não?
Nessa hora a lembrança de Marina ficou ainda mais doída. Colocaram a integridade dela em jogo, que absurdo!, pensava. Com os olhos cheios d'água, ele fez que “sim” com a cabeça. Não encararia aquela mulher daquele jeito que estava.
- Então, é isso. Quero avisar que não toleramos comportamentos fora dos padrões aqui nessa academia. Tudo o que você fizer dentro e fora dela, com menos de 100 metros de distância, é da nossa jurisdição, portanto se tiver de agir, agirei nos critérios estabelecidos. Estamos entendidos?
- Sim, senhora.
- Ok, então. Dispensado.

Fernando saiu batendo o pé, durinho. Quis bater a porta quando fechou, mas não teve coragem de fazer algo. Acabara de chegar. Precisava suportar.
E suportou um ano inteiro naquela masmorra, como ele chamava o colégio. Fizera amigos, bons companheiros, coisa que não havia encontrado em outros lugares. Saía, jogava bola, vídeo game, ia às festinhas. Ainda se sentia sozinho, com dor de Marina.
Eles se corresponderam bastante durante todo aquele primeiro ano de separação. Foi virar o ano que Marina também mudou de comportamento. Já não escrevia com tanta frequência, respondia os e-mails de forma mais monossilábica. Parecia que se sentia incomodada com a insistência dele em saber como ela estava.
Até que Fernando escreveu um “testamento”, colocando pra ela tudo o que sentia e dando um ultimato: ou ela se explicava e voltava a ser como era, ou era melhor ela esquecer que o havia conhecido. Marina respondeu também em forma de “testamento”, mas não foi do jeito que ele esperava. Disse que estava extremamente ocupada, não tinha tempo com tantos afazeres, cursos, trabalho pra responder com todos os detalhes que ele queria. E deixou a cereja pro final, como sempre: estava conhecendo um menino do 3º colegial. Fora chamada por ele pra ir ao baile de formatura. Não podia mais ser a Marina que Fernando conheceu, pois essa não existia mais.
Coitado dele; ficou arrasado. Chorou, socou a parede do quarto, chutou o ar, caiu na cama. De raiva, dormiu a tarde inteira, só levantando na hora do lanche. A empregada foi bater à porta, ficou preocupada. Fernando não deixava de almoçar nunca, mesmo com sono. E nesse dia até o copo de leite antes de dormir ele rejeitou.
Três dias depois, um pouco melhor, saiu pra espairecer. Era uma segunda-feira, estava fria e chuvosa. Ele, que já havia morado no sul, achou o clima até bem aprazível. Pegou o ônibus na porta de casa e foi até o shopping mais próximo. Como era dia de semana, estava vazio, perfeito pro que ele queria, andar sem pensar em mais nada. Matara aula e nem se preocupou com o que a coordenadora iria falar.
Estava distraído, andando por aqueles corredores repletos de vitrines e tentações ao consumismo, quando viu aquela menina. A princípio pensou que fosse Marina; os cabelos cacheados, a mesma altura, o mesmo corpo... Sua intenção foi se aproximar, pegar no braço daquela moça, puxar pra si e dar um beijo daqueles, que ele guardava há mais de um ano. Mais perto dela, porém, percebeu que não era Marina. A menina tinha a pele mais morena pouca coisa, além de um sinal no rosto, coisa que a brasiliense não tinha.
Ficou ali um bom tempo observando-a. Até que não resistiu.
- Viajando, não?
- Como? Do que você está falando?
- Que você tá aí há tanto tempo, olhando fixamente pra essa vitrine que é óbvio que está viajando, só não sei dizer em quê...

O resto dessa conversa você já sabe... Quando ele se afastava, ainda impactado com a semelhança física entre as duas, a saudade de Marina apertando seu peito, ele derramou uma lágrima, uma apenas. No entanto, algo novo surgiu na cabeça de Fernando. Quem poderia ser essa menina que namora vitrines, se parece tanto com Marina, mas tem um jeitinho que é só dela? Preciso descobrir...

Uma história - tudo começa

Começa como todas as histórias...

… mas não pelo começo. Ela estava em frente a uma vitrine, admirando as modas, como se costumava falar. Olhava, olhava, se imaginava vestindo aquela bota, passeando pela Vieira Souto (por que tem que ser na Vieira Souto?), balançando os cabelos cacheados, com sorriso de vídeo clipe. Ela ficou ali tanto tempo que nem percebeu a aproximação do rapaz.
- Viajando, não?
- Como? Do que você está falando?
- Que você tá aí há tanto tempo, olhando fixamente pra essa vitrine que é óbvio que está viajando, só não sei dizer em quê... - ele deu um sorrisinho de canto de boca.
Ela colocou seus olhos castanhos dentro dos verdes dele, tentando entender. Por que ele falava com ela daquele jeito, como se a conhecesse? Quem lhe dava esse direito?
- Olha, eu não sei do que você tá falando, mas se soubesse também não responderia... grosso. - seca como ela gostaria de ser com quem merecia.
Saiu batendo pé fundo, com a sapatilha Melissa fazendo aquele barulhinho característico. Ora, vejam só, que garoto mais abusado! Quem ele pensa que é...
Logo outra vitrine já chamava sua atenção: era uma loja dessas que vendem coisas pra casa, eletro, máquinas tecnológicas, panelas... e ela voltava a viajar. Dessa vez, se imaginava cozinhando num restaurante chique da Zona Sul, de preferência perto da praia, em que as pessoas que ela considerava mais refinadas passariam lá antes de voltar pra casa. Novamente, ele se aproximou:
- Tá você aí outra vez... e antes que pense que eu tô te seguindo, não mesmo. É que você tá passando pelo mesmo caminho que eu...
- Hum, ok, acredito... não mesmo! Ah, garoto, para de me amolar, que eu tirei o dia de hoje pra relaxar, tá certo? Cada uma... 
- Calma, calma! A gente nem pode mais fazer comentário, mexer com ninguém... Quanto estresse!

Ele se afastou dessa vez um pouco emburrado. Ah, poxa, que menina mais metida! Não havia feito nada demais ao mexer com ela. Muito estranha, eu hein...
Ela, olhando-o se afastar, ficou com aquela pontinha de remorso. Ele não tinha feito mesmo nada demais, mas caraca! Por que ficava falando que ela estava viajando? Tentando entrar nos pensamentos dela, coisa que ninguém faz...
Depois de tudo isso, ela se dirigiu ao ponto do ônibus. Ficou parada lá um bom tempo, não morava num lugar muito servido de condução. Finalmente, quando entrou e se sentou, pôde colocar os pensamentos no lugar. Saiu de casa pra relaxar sim, mas não como essas menininhas do Leblon ou da Lagoa. Saíra para não ver mais a carestia que insistia em lhe fazer companhia. É bom que se explique...
Seu nome é Pilar. Odeia esse nome. Não suporta ser caçoada pelos colegas da escola. Implicam com tudo, poxa! Ela não faz o tipo que “para o trânsito”, mas não é de se jogar fora. E ainda assim implicam com sua altura, com seu peso, com seus cabelos, com suas roupas... com tudo o que lhe diz respeito. São uns alienados, ela repete a si mesma todos os dias.
Para estar naquela escola teve que estudar, e muito. Nunca puderam pagar nada, nem professor particular, nem cursinho, nem livros. Teve que correr sozinha contra o tempo. Para ajudar em casa faz salgadinhos fritos, daqueles de festa de criança. Tem sorte que todos os finais de semana há uma encomenda. Por isso, quando pousou no shopping aquele dia estava tão vazio; era segunda-feira. Matou aula como nuca havia feito em sua vida, nem se arrependeu.
Sua casa fica no final de uma rua sem saída, num bairro muito distante do centro do Rio. Ela mesma nem comenta com os colegas mais próximos onde mora. A última vez que fez isso teve a grata surpresa de ver um mapa do Google estampando o mural da sala, com uma seta em vermelho apontando sua rua. Embaixo dizia: “quem conseguir chegar aqui ganha um prêmio, isso se conseguir sair vivo daqui!”. Ela chorou em segredo, no intervalo. De raiva, humilhada.
No dia do shopping a aula nem era tão importante assim, se desculpava consigo. A matéria já estava bem estudada, das noites mal dormidas, com o lampião alumiando a mesa de jantar, os cadernos de letra caprichada, bem organizado. Sabia de cor o que a professora falaria nesse dia, já havia decorado tudo o que era necessário. Por isso se deu o luxo de sair de manhã e desviar seu caminho.
Chagando ao shopping, ela sempre se deslumbrava com o que expunham nas vitrines. Suas colegas de classe tinham tudo do bom e do melhor, nada lhes faltava. Podiam comprar tudo o que Pilar apenas podia sonhar em ter. Ela sempre pensava que seria muito melhor ser como a Marcinha, ou a Anita, ou ainda como a Suellen, sempre tão bem vestidas, arrumadas, perfumadas, mira dos meninos de todo o ensino médio. Ela sim eram felizes...
O sonho de Pilar era sair daquele bairro, tirar seus pais daquela miséria, abrir um restaurante e ser uma renomada chef. Algumas vezes compartilhava esse desejo com sua mãe, que passava a mão sobre seus cabelos e lhe dizia: sonhadora, essa menina...
Sua mãe trabalhava como caixa num mercadinho perto de casa, e seu pai era taxista quando ela era criança. Depois de tantos apertos, dívidas não pagas e doenças na família tiveram de mudar de vida. Hoje, sua mãe trabalha como diarista em 3 casas durante a semana e aos sábados toma conta de um casal de irmãos de uma de suas patroas. Passa o dia todo fora, só voltando depois das 8 da noite, cansada, esgotada, exausta. Seu pai teve de vender o carro e hoje é pedreiro numa construção de um condomínio de luxo na Barra. O que ganha dá pro mês, mas não é garantido. Daqui dois anos a obra termina e ele terá de procurar outro emprego. Trabalha todos os dias, saindo mais cedo pouca coisa apenas no domingo. Chega também exaurido da rua.
Pilar não conseguiu ficar inerte a tudo que via dentro de casa. Foi então que começou a fritar seus salgadinhos, ajudada pelos pais, que sempre trazem encomendas dos lugares em que trabalham.
Voltando àquela segunda...
No caminho de casa ela se pegou pensando também no rapaz que tanto a incomodou. Quem era ele? Quantos anos tinha? E por que falava com ela daquele jeito? Parecia que já a conhecia... Ela ficou nessa reflexão durante tanto tempo que quando viu quase passava do ponto de casa.
Afinal de contas, quem era aquele garoto?

em relação ao que está escrito aí embaixo:

11/06/2011

não adianta, gente: não consigo ser engraçadinha, nem ter um blog com esse formato que vocês veem por aí, sempre com piadas prontas, vídeos de acidentes a la Jackass e tiradas espetaculares. criei esta merda há mais de 4 anos pra pôr na net o que eu sinto, vejo, opino. talvez seja por isso também que muitos blogs intimistas não alcancem sucessos estrondosos, quem quer ficar lendo as mazelas das pessoas?

tem gente por aí que se sente igualzinho a mim, sei que tem. como também tem gente que lendo tudo isso vai me chamar de neurótica, o que não causa dores, já me acostumei. contudo, é praquela pessoa que tá em casa em pleno sábado frio, véspera do domingo 12/06, só, que eu escrevo, é pra essa pessoa que eu desabafo, pra que ela já não se sinta tão out...

então, caro(a) amigo(a), que assim como eu não tem o que comemorar amanhã, nem nos próximos dias, essas humildes palavras vão pra você. 

desabafo...

eu não sei mais escrever... antigamente tudo saía tão natural, a expressão era tão fluida... o que aconteceu comigo esses anos todos? sinto que tô perdendo o melhor de mim.
a monografia tá me tirando todas as forças, me sinto incapaz de escrever qualquer linha, ainda me achando uma completa imbecil.
parece que minha criatividade foi pro ralo... esses anos de trabalho, obrigações, me tiraram até o ócio criativo, pois quando estou nele, não crio nada!
acontece que eu não estou bem já faz bastante tempo... muita coisa aconteceu que me tirou também a paciência pra viver. me irrita saber que tudo isso acontece e eu tô aqui, ao contrário de lutar, fico paralisada.
sabe quando você quer viajar de você mesmo? sair de si... ou pelo menos tentar ver sua vida por outro ângulo? eu não tenho conseguido isso. como fui deixar me tornar uma pessoa obtusa???
como faz pra mudar de vida? como faz pra ver o céu e ter esperança? como faz pra sorrir sem ser forçosamente?

aceito sugestões... e sim, eu faço terapia; ao que parece, não tem ajudado muito...

#EuChorei 2

10/06/2011

ah, Eduardo e Mônica têm perfis no Facebook: Eduardo Botão e Mônica Godard

Legião Urbana 2011... 25 anos depois. Bela Homenagem!!!

#EuChorei

Simplesmente lindo... em tão pouco tempo no Tube tube esse clipe alcançou mais de 1,5 milhão de views... vale mesmo a pena vê-lo.
Criação da África, uma agência phoda.
Eu sou muito fã de gente assim, inteligente, sensível. Esse povo da publi brasuca tá mandando muito!

Las canciones del mundo por Yakko Warner

03/06/2011


Ainda vou conseguir cantar isso tudo... vão vendo...

só passei por aqui...

31/05/2011

... pra dizer que tô com muita dor... ser mulher é foda! #setedias

meu amigo Léo fez pra mim:

28/05/2011

é o banner daqui de casa... lindinha, ela!

Ah, vc já visitou o Apolinários hoje?

falem o que quiser, mas...

... EU OS AMO!!!!

DURAN DURAN RULES!!!!

eu fui criada por um canal de tv...

vejam o vídeo acima. adianto que talvez alguém diga que não reconheça a vinheta... não tem importância. eu fui criada por uma emissora de TV: o SBT.
desde Mara Maravilha até domingos com Siga bem caminhoneiro e Silvio até quase meia noite. Ah, não me esqueço do Chaves e Chapolim...
Jesus... haja tempo...
e o Chapolim...
e assim vão 30 de SBT, 28 de Lívia...

desculpe o post grande... foi mal =/

lá embaixo quem ler vai ver q eu coloquei uma imagem do Paul e o vídeo dele agradecendo a gente (leia-se cariocas). bem: ser fã d um cara desses não é algo que comecei ontem, nem fui por historinha. passei minha vida toda ouvindo Beatles e o próprio Paul.
não é de hoje também que sou fã do Duran Duran. os conheço desde os meus 5 anos... precoce.
assim como sou fã incondicional de disco music (anos 70...), que também embalou meus sábados à noite.
bem...
digo isso porque na verdade me espanta essa molecada que um dia chora por causa de Restart, no outro clama por um tchau de uma Lady Gaga, e mais um tempinho, obviamente já crescidos, veem que essas ondas foram apenas isso: ondas. gente fez sucesso num dado momento da história mas não tem peso de ídolo pra se manter nela. apenas referência, só isso que um dia chegarão a ser.

eu tbm já tive as minhas histerias... hj em dia me controlo mais, já não me dou mais o direito d gritar por qualquer um q aparece por aí. tenho consciência de que aqueles que gosto estão na estrada há bem mais tempo q eu tenho d vida... e ainda têm fãs em tds os lugares do mundo, em quaisquer classes sociais, com quaisquer idades, opções sexuais, raças, credos... enfim: gente q veio e veio pra ficar. fato.

o que me leva a crer que esses meninos tbm reconhecerão no futuro o q eu reconheço: q por melhor q tenha sido a nossa infância/adolescência e/ou juventude, ainda há espaço pra fazer merda!

então tá.

são quase 9 da noite e eu passei MAIS UMA VEZ sem fazer nada o dia td. bem q eu poderia tá escrevendo a mono... not.
ou corrigindo... not.
ou fazendo as provas dos pentelhinhos... not even more!

putz, minha vida se resume a ficar aqui. grandes merdas!

que porra é essa???

absurdamente larapiado daqui.

minha monografia não sai...

... sinto como se fosse um bebê que está sentado ou uma prisão de ventre... de qualquer jeito, vou ter que fazer força, e como isso me custa!

faz sentido...

um puta frio lá fora, eu na cama, tc do netbook, só pq ele tá quentinho, geral fazendo alguma coisa, eu sem grana... tô me sentindo assim...

queria que o dia de amanhã nascesse assim:

peguei daqui.

Par Perfeito [?]

conheço apenas umas pouquíssimas amigas que se deram bem com esse recurso, conhecer gente na net e tentar um relacionamento. nem falo dessa onda de desencontros e encontros macabros (pra isso tem o Meia Hora...), mas digo sobre a falta de sorte que a maioria tem em se inscrever num lance desses e conseguir achar alguém que valha a pena.

tenho reparado numa propaganda especificamente que está muito em voga na tv aberta esses últimos dias... o site é esse:http://www.eharmony.com.br/

tá. eles dizem que fazem uma análise científica sobre as pessoas, seus gostos, o que retratam de si mesmas lá no momento em que têm de escrever sobre si. mas, e aí? se o grande pulo do felino é o cabra poder mentir sem ser apanhado, como confiar plenamente no que é colocado lá?

e aí dizem no comercial que através desses testes, encontram a pessoa mais compatível com a nossa personalidade... hum: e se eu tiver múltiplas? como eles se viram?

é aí que eu penso: no curto tempo que entrei no www.parperfeito.com.br até conheci uns moços aparentemente legais, mas em nada me atraíam. exigente? um pouco, mas nem tanto quando me comparo com outras meninas por esse mundão de deus.

o que será das pessoas que não têm a sorte que essas minhas amigas tiveram? ficarão por todas suas vidas sozinhas, já que nem a net as ajuda? não existem problemas de fazer amigos e cativar gente; existe a não compatibilidade de gênios, que nos States é elencado como motivo de separação.

eu hein... medo de a vida se reduzir a encontros e desencontros cibernéticos...

Barcelona atropela o United e é tetra na Liga dos Campeões - Yahoo! Esportes

Barcelona atropela o United e é tetra na Liga dos Campeões - Yahoo! Esportes

td bem que eu não vi o jogo todo, td bem q eu gosto mt da Inglaterra, maaaaaaassssss... minha 2ª língua é o ESPANHOL (e meu ganha pão tbm...), so prestigiemos!

tô dando faxina por aqui...

e decididamente eu não entendo porra nenhuma de design, configuração de blog e tal...

voltando...

talvez eu realmente seja autocrítica demais mesmo... porque eu queria ser boa em tudo que faço...e só numa eu sou: dormindo...

q merda!

A gente é que tem q agradecer... =)

Muito obrigada, Sir Paul, por ter realizado meu sonho... WE THANK YOU, MACCA!

apenas um momento de alegria:


eu fui, maccacada!!!

Oh, peloamordedeus!

pq eu tenho vontade de falar isso cada vez q ouço alguém falando merda...

eu já falei q não tô boa hj?

definitivamente esse blog ñ vai pra frente!

só se eu conseguir um "furo"... nem que seja o d alguém!

furo d bêbado ñ tem dono...

eu ñ sei criar, ñ sei incorporar imagens e vídeos, não tenho saco pra ser engraçadinha.

q merda...

eu não tô boa hj...

vim aqui pra reclamar. eu não tô boa hj, nem tive ontem, nem há 1 ano atrás. eu preciso cumprir metas comigo mesma e não consigo. não me motivo pra nada, nem minha cama me aguenta mais. isso é sacanagem.
eu tenho tantas ideias não realizáveis, e muitas delas, q poderiam ser não recebem a carga de energia necessária.
eu tô cansando disso, mas ao mesmo tempo, tô cansada tbm pra levantar daqui e ir fazer alguma coisa d útil.
td dia é alguma coisa q eu tenho, e na maioria das vezes é preguiça, principalmente d pensar.
minha vida tá acabando com a minha criatividade... e isso não é bom.

enfim, eu tô reclamando d mim pra mim mesma.

Susan Boyle!!!!

15/04/2009

depois de tanto tempo, deixando essa página cair na poeira, volto hoje (e não prometo atualizar sempre) pra falar de uma mulher que me encantou: Susan Boyle!

descobri vendo um vídeo descompromissado no Jacaré Banguela hoje, pela manhã. amor à primeira vista!!!! ela não oferece nada de novo assim que você a vê pela primeira vez. pelo contrário: a reação é de rir, pois tem 47 anos, está desempregada, é gordinha, desengonçada, (parece que) nunca foi beijada e por problemas no seu nascimento, tem dificuldade de aprendizado. pra bom entendedor: a mulher é uma zero à esquerda.
ah, mas quando ela começa a cantar... MEU DEUS!!!!

vou deixar o link pra que quem entrar nessa joça possa ver e aumentar a quantidade de visitas às páginas no Youtube (até onde eu li, passam de 1 milhão...).
http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY

por favor, não deixem de acessar... surpresas boas fazem bem à saúde!

bjs e até +...

3 dias na baixada...

08/05/2008

Passei a 3ª, 4ª e hoje na baixada, fazendo pesquisa com donos d lojas d material d construção. Fui a lugares q nem sabia q existiam... lugares carentes, empoeirados, com pessoas educadas e gentis.
Vocês q lêem essa porqueira q eu chamo d blog sabem q moro na Z. Norte... sou tipicamente carioca, "da gema", como se falava há um século atrás. Meu mundinho se resumia a Del Castilho, Cascadura (meu bairro), Vila da Penha (minha nova casa), com um pouquinho d Bangu e Barra da Tijuca. Como se pode ver, na Rosa dos Ventos eu só conhecia 2 direções...
Então...
Com as peripércias q me meto pra ganhar algum, fui convidada a pegar a parte q cabía à Baixada Fluminense. E lá fui eu, lépida e fagueira... (sempre achei essa expressão, "lépida e fagueira", d um charme...rs)
Minha sorte maior é morar em um bairro em q os meios d transportes estão todos na minha porta. Não ando nem 50m e estou no ponto pra ir a qualquer lugar do Rio. Também acontece isso com o trem... não muito distante d casa. Só mesmo o metrô q não chegou aqui, mas também nem daria, se vocês querem saber...
Na 3ª, me dirigi à Nova Iguaçu, mais precisamente Miguel Couto, q eu nem tinha idéia d como chegar. Mas fui, afinal, minhas contas estavam com fome, não é verdade? Lá, conheci os entrevistados, pessoas muito acessíveis por sinal, q responderam todas as perguntas com simpatia. Claro q tal comportamento se devia em grande parte à ajuda pela participação na pesquisa, sabem? Saber q vai se levar algo em troca, algo bem vantajoso, deixa as pessoas mais simpáticas... Hum, sacana, eu... >=/
Enfim, o melhor d tudo é aprender a andar em tudo quanto é lugar. Não ficar presa ao mesmo itinerário sempre.
Cheguei em casa, fiz o q tinha d fazer e preparei o espírito pra a maior aventura da semana...
4ª, Caxias era o meu destino. Mas, pensa q era o centro d Caxias, pensa! Lêdo engano...
Fui pra XERÉM!!!! É, minha gente... Mantiquira, lá dentro do destrito... Ainda nem falei, né? Passei pela Washington Luis, quase o ônibus foi parar em Petrópolis... vixe, é muito longeeeee!!!!
Lá, entrevistei o filho do dono da loja, q responde igualmente pelo estabelecimento, e soube q ele estuda na Gávea. Sim, a PUC!!! Na Gávea!!! O pulo do gato dele é ter carro pra se deslocar... imagina ele tendo d ir pra Faculdade d ônibus??? Cedo, muito cedo...
D lá, fui pra outra loja. Dessa saí d noite... Lote 15, indo pro centro d Caxias. Na volta pra casa, saltei em VP, comi na casa da sogra e vim embora.
Hoje foi Belford Roxo. Ai, meu Deus... acordei cedo, peguei um bus pra Madureira; d lá, peguei o trem em direção à estação terminal. Fui à loja q eu achava ser a última. Lêdo engano novamente... amanhã é a última, e na Barra, direção Recreio. Lá, pelo menos é um lugar bem familiar pra mim...
O q eu aprendi além d mais itinerários pro meu Guia Rex? Q nessa vida tudo é passageiro, exceto o motorista e o trocador!!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
piadinha tão infame... humpf!

passando aqui...

25/04/2008

pra avisar q tô viva, caso tenham sentido minha falta.
Tô estudando pacas, espero passar na prova do DETRAN... torçam por mim!!!!
***

Ah, pensem nisso:

"A necessidade faz o sapo pular."

Pode não ser poético, mas é profundo...rs

Se não há necessidade, há acomodação... se a necessidade aparece, com ela vem o inconformismo e, d mãos dadas, a atitude!

É como o Dani fala sempre pra mim: ENTRE O FRACASSO E O SUCESSO EXISTE UMA PONTE, QUE SE CHAMA ATITUDE.

Hoje estamos filosóficos, não? rssss....

bjks e até +!!! =*

Desabafo...

17/04/2008

Chega o dia na vida d alguém q é preciso parar e analisar o mundo ao redor. Quando esse fatídico dia chega, parece q as emoções ficam mais à flor da pele, os olhos mais espertos, capazes d reconhecer os mínimos detalhes; tudo em volta fica mais estranho. Isso tem explicação: você está mais apto a ver o q realmente está na sua frente.
Toda vez q eu me deparo com essa realidade, sofro.
Já tomei tanta porrada da vida, me decepcionei tanto, chorei tanto, mais do q deveria, pelas pessoas erradas, por motivos errados. Já me prejudiquei, me f*** por pessoas q não me mereciam... Sempre sendo a boazinha, a amiguinha, a q confia... Ah, se confiança fosse moeda, das duas, uma: ou estava totalmente falida, ou totalmente milionária.
Fico me perguntando sobre a vida, pra onde vão os sonhos q a gente perde no meio do caminho, pra onde vão as lágrimas derramadas, se há justiça... Respostas não vêm. Nada.
Conversei com uma amiga minha esses dias e constatamos q temos um potencial incrível, porém muito mal aproveitado. Eu, q tenho tanto, sem absolutamente nada nas mãos. Ela, na corrida da sua vida, também sem "esperanças".
Aí, eu te pergunto: o q a gente faz? Senta e chora?
D carteirinha eu posso responder q sentar e chorar não resolve merda nenhuma.
Pois então...
Meu coração agora tá apertado. Eu não sei como será meu futuro. Tenho tanto medo das más notícias q chego a esperar por elas, pra não ser pega d surpresa. Já fico esperando aquele tapa na cara tão conhecido. Quando tudo parece ir bem, vem a rasteira... e é enxugar as lágrimas, q me traem sempre, e levantar, seguir em frente.
Será q é pedir demais por um pouco d paz? Uma calmaria faz bem, claro q não o tempo todo... mas faz bem sim, o coração agradece!!!
Eu creio q se minha vida tem um revés agora vai ser muito duro levantar. Tô cansada, gente. Cansada d levar na cabeça e sempre ouvir "ainda não é a sua hora...". Chega um momento q cansa, e meu momento é esse, exatamente agora.
Minha amiga vive numa situação menos confortável q a minha. Vive só; não tem em quem se amparar. Tenho minha família e sou grata por isso, mas... poxa!!!! Aquela sensação d falta q não passa...
Reconhecemos q se existe esse incoformismo é uma reação boa, q nos faz andar pra frente, o problema é q não temos apoio, sutento, incentivo.
Sei q na verdade, o certo seria não dependermos d ninguém, acontece q não se vive sozinho nesse mundo, sabe?
Esse desabafo é por simplesmente ter medo, muito medo.
Compreendam...
Obrigada.

um poema...

14/04/2008

Silêncio... não fales nada
Deixa adormecer o coração
Deixa acontecer o beijo
Tenro e doce
Quente e úmido
Tímido e intenso.

Sorri, mas não alto
Escuta baixinho a voz do vento
Olha para as estrelas
Entoa uma canção
E faz ver ao mundo o quanto amas

Deixa a vida te mostrar
Que amar não é sonhar
Apenas
Que amar não é sorrir
Somente
Chorar é parte
Do mistério sagrado

Escolhe o bom caminho
E traça a tua vereda
Quem sabe não te alcançam
Quem sabe não te abraçam
Quem sabe não eternizam
O olhar? Sim,... esse olhar, que ama!

minhas comunidades me definem!!!

Tia Dany nos pediu (leia-se intimou) pra q fizéssemos uma lista com as comunidades do Orkut q mais nos identificam, com explicações anexas.
Eu pedi ao Dani q fizesse o mesmo...
Vou postar então minha lista. Como eu sou uma hipérbole ambulante, vou colocar 10 comunidades, em vez d 7 como ela havia proposto.

Então...

Eu adoro AZUL! - pq a minha cor favorita é azul e a música do Djavan diz q o amor é azulzinho...
Não vivo sem música e você? - pq música é o meu O2...
Sou Flamengo com muito orgulho - pq um flamenguista deve-se orgulhar do manto sagrado...
Deus acima de todas as coisas - pq Ele está acima d todas as coisas sim!!! Pelo menos pra mim!!!
Amizade!!! - pq é minha [a comu...] e pq eu dou muito valor às minhas [amizades, claro...]...
Minhas comunidades me definem - não precisa d explicação, precisa? rssss...
Sou boba(o) e rio de tudo - pq isso é uma mega verdade... quem me conhece sabe!!!
Eu sou Pop - Simpático - pq eu tenho uma facilidade enorme d fazer novos amigos... eu sou gente boa!!! rssss...
Eu quero um amor pra vida toda - pq viver só pra mim é muito triste...
DEVORADORES de LIVROS - amo ler e todos sabem o quanto esse exercício me faz bem...

Ainda tem muito mais... acreditem!!! rssss...

Pois bem, meu povo, agora vocês sabem o q fazer: PASSEM ADIANTE!

abram suas asas... soltem suas feras... caia na gandaia... entre nessa festa!!!!

13/04/2008

eu não disse q a festa seria o máximo? pois então... foi!!!!! rssss...
esbaldei esse corpitcho... me acabei na pista!!! pulei, rebolei, suei, beijei muito... nossa!!!!
músicas q fizeram gerações dançarem... recordações da minha própria infância! saí d lá muito satisfeita e contente!!!
em junho já tá marcado... se você quiser, pode vir também!!! a gente forma o bonde e sai pra night!!!
garanto q você não se arrependerá!!!!

finalidade

12/04/2008

a fim de que todos entendam,
a fim de que compreendam,
para que percebam,
e vejam...

sendo o meu amor puro,
sendo seguro,
noturno
e diurno...

é para ele meu cantar,
é para o seu bel-prazer...

é dele meu amar...
com ele quero viver.

[tudo isso é pra vc, meu amor... t amo!!!!]

amar, verbo intransitivo... [3]

Amor é síntese

Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...

Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço

Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.

Mário de Andrade

Um Beijo
Foste o beijo melhor da minha vida,
Ou talvez o pior...Glória e tormento,
Contigo à luz subi do firmamento,
Contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
Queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
E do teu gosto amargo me alimento,
E rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
Batismo e extrema-unção, naquele instante
Por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-te o ardor, e o crepitar te escuto,
Beijo divino! e anseio, delirante,
Na perpétua saudade de um minuto...
Olavo Bilac
Soneto
Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar! Na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era mais bela! O seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
Álvares de Azevedo
Não te amo mais
Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
Clarice Lispector
[OBS.: Agora leia esta poesia de baixo para cima.]

amar, verbo intransitivo... [2]

O amor, quando se revela...

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa

Quem tivesse um amor

Quem tivesse um amor,
nesta noite de lua,
para pensar um belo pensamento
e pousá-lo no vento!
Quem tivesse um amor
- longe, certo e impossível -
para se ver chorando,
e gostar de chorar,
e adormecer de lágrimas e luar!
Quem tivesse um amor, e,
entre o mar e as estrelas,
partisse por nuvens,
dormentes e acordado,
levitando apenas,
pelo amor levado...
Quem tivesse um amor,
sem dúvida nem mácula,
sem antes nem depois:
verdade e alegoria...
Ah! quem tivesse...
(Mas, quem teve? quem teria?)
Cecília Meireles
Fidelidade
Ainda agora e sempre
o amor complacente.
De perfil de frente
com vida perene.
E se mais ausente
a cada momento
tanto mais presente
com o passar do tempo
à alma que consente
no maior silêncio
em guardá-lo dentro
de penumbra ardente
sem esquecimento
nunca para sempre
doloridamente.
Henriqueta Lisboa
Cantiga Para Não Morrer
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

Ferreira Gullar
Fanatismo
Minh'alma, de sonhar-te anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!...
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."
Florbela Espanca

amar, verbo intransitivo... [1]

O Amor
Quando encontrar alguém e
esse alguém fizer
seu coração parar
de funcionar por alguns segundos,
preste atenção:
pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e,
neste momento,
houver o mesmo
brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa
que você está esperando
desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios
for intenso,
se o beijo for apaixonante,
e os olhos se encherem d'água
neste momento,
perceba:
existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e
o último pensamento
do seu dia for essa pessoa,
se a vontade
de ficar juntos
chegar a apertar o coração,
agradeça:
Deus te mandou um presente divino
- o amor.
Se um dia tiverem
que pedir perdão um ao outro
por algum motivo
e em troca receber um abraço,
um sorriso,
um afago nos cabelos
e os gestos valerem
mais que mil palavras,
entregue-se:
vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo
você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira
e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento,
chorar as suas lágrimas
e enxugá-las com ternura,
que coisa maravilhosa:
você poderá contar com ela
em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir,
em pensamento,
sentir o cheiro da pessoa
como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa
maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo
e cabelos emaranhados...
Se você não consegue
trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro
que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar,
de maneira nenhuma,
um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza
que vai ver a outra envelhecendo
e, mesmo assim,
tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir morrer,
antes de ver a outra partindo:
é o amor que chegou na sua vida.
E uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se
muitas vezes na vida,
mas poucas amam
ou encontram um amor verdadeiro.
Ou às vezes encontram
e, por não prestarem atenção nesses sinais,
deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
Por isso, preste atenção nos sinais
- não deixe que as loucuras do dia-a-dia
o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !
Carlos Drummont de Andrade
Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Morais
AMOR É UM FOGO QUE ARDE SEM SE VER
Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luiz Vaz de Camões
 
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